Post: Mundo UE discute pacote para conter crise energética provocada pela guerra

Os líderes europeus se reúnem por dois dias a partir desta quinta-feira (23/4) no Chipre para debater medidas para frear a alta dos combustíveis e destravar um empréstimo à Ucrânia. A reunião dos chefes de Estado e de governo do bloco acontece em meio ao temor de uma nova crise energética de longo prazo e à tentativa de coordenar respostas conjuntas diante do aumento dos custos para famílias e empresas.

A cúpula informal do Conselho Europeu vai debater a aplicação do plano “Accelerate EU”, apresentado pela Comissão Europeia como uma estratégia para organizar e reforçar a reação dos países-membros.

Diferentemente dos pacotes adotados em crises anteriores, a iniciativa não prevê nova injeção direta de recursos europeus, mas um conjunto de ferramentas para ampliar a margem de ação dos governos nacionais.

Entre as medidas está a flexibilização temporária das regras de auxílio estatal, permitindo cortes de impostos e medidas emergenciais para setores mais vulneráveis, além de apoio às populações mais afetadas pela inflação energética.

Bruxelas também aposta em acelerar a transição para energias limpas como resposta estrutural à crise. A estratégia inclui a mobilização de investimento privado e a proposta de uma cúpula dedicada ao financiamento da energia limpa.

A preocupação é urgente. Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, a União Europeia já gastou 24 bilhões de euros adicionais na compra de combustíveis fósseis, segundo estimativas da Comissão.

Ao apresentar o plano, o comissário europeu de Energia, Dan Jørgensen, alertou para impactos duradouros. “Teremos meses muito difíceis pela frente, talvez anos. Mesmo no melhor cenário possível, a situação ainda é ruim”, afirmou.

Aviação sob pressão

Um dos setores mais afetados pela disparada dos preços dos combustíveis é a aviação. Nesta semana, a Lufthansa anunciou a suspensão de 20 mil voos de curta distância.

Para evitar escassez, a Comissão Europeia quer coordenar o fornecimento de combustíveis e garantir abastecimento em aeroportos de todas as regiões do bloco, com uso de fontes alternativas ainda não detalhadas.

Também está prevista a criação de um Observatório dos Combustíveis, com monitoramento da produção, importações, exportações e níveis de reservas estratégicas. A medida busca agilizar uma eventual liberação de estoques de emergência.

No médio prazo, o bloco também discute um plano de eletrificação dos setores de transporte, indústria e construção, como parte da tentativa de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

 

Fonte: Metropolis

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