Desempenho do PL e da direita nas urnas reforça articulações para 2028 e coloca o ex-prefeito de Mesquita no centro das discussões sobre a sucessão municipal
O resultado das eleições do último domingo (4) começa a redesenhar o cenário político de Nova Iguaçu para 2028. A votação expressiva de Douglas Ruas (PL) para o Governo do Estado e o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial reforçaram a presença eleitoral do campo político de direita no município.
Em Nova Iguaçu, Douglas Ruas alcançou 56,70% dos votos válidos no primeiro turno. Já Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado para a Presidência na cidade, com 59,45% dos votos válidos, segundo os dados da apuração eleitoral.
O resultado passou a ser observado também sob a perspectiva das eleições municipais de 2028. Dentro do PL, um dos nomes que começa a ganhar espaço nas articulações é o do ex-prefeito de Mesquita Jorge Miranda, eleito deputado federal pelo partido nas eleições deste ano. A Câmara dos Deputados confirma Miranda entre os parlamentares eleitos pelo Rio de Janeiro.
Jorge Miranda entra no radar para 2028
Aliado político de Douglas Ruas e integrante de um grupo com forte atuação na Baixada Fluminense, Jorge Miranda passou a ser citado nas discussões sobre uma possível candidatura à Prefeitura de Nova Iguaçu.
A possibilidade de uma candidatura de Miranda representaria uma nova configuração na disputa municipal e colocaria o PL em uma posição de protagonismo nas articulações para 2028.
O movimento também acontece em um cenário de mudanças nas alianças políticas da cidade e da região. Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, chegou a ser cotado para ocupar a vice na chapa de Douglas Ruas, mas desistiu da composição e posteriormente declarou apoio a Eduardo Paes.
Com Ruas tendo obtido a maior votação para governador em Nova Iguaçu no primeiro turno, o resultado passou a ser utilizado como um dos elementos nas discussões internas sobre o futuro político do município.
PL começa a desenhar projeto próprio
A estratégia que vem sendo discutida no partido envolve a construção de um grupo político capaz de disputar a Prefeitura de Nova Iguaçu em 2028.
Além de Jorge Miranda, outros nomes ligados ao PL e ao campo político de direita aparecem nas articulações, entre eles Delegado Carlos Augusto, Felipe Tropa, Anderson Moraes e o vereador Igor Porto.
Igor Porto, inclusive, teve votação expressiva para deputado federal em Nova Iguaçu, recebendo 16.415 votos, segundo os dados divulgados após a apuração. Jorge Miranda recebeu 5.880 votos no município e foi eleito deputado federal pelo PL no estado.
Outro fator considerado nas articulações é a atuação dos irmãos Miranda. Enquanto Jorge Miranda conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados, seu irmão, Renato Miranda, garantiu a reeleição para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
2028 já começa a entrar no radar
Embora a eleição municipal ainda esteja distante, os movimentos partidários começam a dar sinais de como poderá ser montado o tabuleiro político de Nova Iguaçu.
A força demonstrada pelo PL nas urnas em 2026, somada à eleição de Jorge Miranda para a Câmara dos Deputados e às articulações que já começam a surgir na Baixada Fluminense, coloca o partido entre os grupos que deverão participar ativamente da construção do cenário de 2028.
Neste momento, não há candidatura oficial definida. Mas o nome de Jorge Miranda já aparece nas discussões políticas sobre a sucessão municipal e poderá ganhar ainda mais espaço à medida que novas alianças e estratégias partidárias sejam construídas.
A eleição de 2028 ainda está distante, mas o primeiro movimento do tabuleiro já começou.




